Há tempo para ensinar e para aprender

Quando nos deparamos com atividade escolar dos nossos filhos,seja ele do ensino infantil, fundamental I e II ou médio, vemos que muita coisa mudou no modo de ensinar e de aprender.

Não é necessário que passem muitos tempo para termos a sensação que algo está ultrapassado, e isso não diz respeito apenas as tecnologias.

Hoje temos um conhecimento muito mais contextualizado e interpretativo. O volume de atividades é grande, associado a isso, as responsabilidades e metas a cumprir são maiores!

Os responsáveis por esse processo em casa, entram no “time” e são chamado a “jogar” auxiliando os seus filhos. As dificuldades aparecem porque frequentemente os pais precisam passar de técnicos para jogadores, aprendendo para depois ensinar.No papel de facilitadores, mediam o processo de aprendizagem e são chamados a pensar, produzir, argumentar, deduzir e concluir idéias; paralelo a isso são convocados para conversar, brincar, interagir e se divertir com seus filhos.

Na prática fica difícil administrar essas funções, porque provavelmente quando nos sentamos para ensinar, já tivemos o degaste de mandar tomar banho, escovar os dentes, arrumar as coisas, largar o celular, desligar a televisão e a paciência?  Essa já foi grande parte consumida, tornado esse processo cansativo!

Dentro desta realidade devemos estimular desde cedo a criança (alfabetizada) a fazer suas atividades sozinha, buscando auxílio apenas nas dúvidas, quando percebemos  limites diante dos conteúdos e métodos de resolução é interessante delegar essa missao à profissionais especializados na arte de ensinar, para não colocarmos em segundo plano a nossa principal função que é dedicar carinho, atenção e aprender com eles a forma mais grandiosa e pura de amar.

Aline Michelle Franklin de Lima – Psicóloga Clínica, especialista em psicanálise