Principais Jornais do Brasil nesta terça feira 13 de agosto

13 de agosto de 2019

O Globo

Manchete: Mercado adia expectativa de retomada da economia

Índice do BC mostra queda de 0,13% no 2º trimestre; Guedes pede ‘paciência’ para se obter resultado

Com a queda de 0,13%, de abril a junho, no índice do BC que é prévia do PIB, analistas temem que o país tenha segundo trimestre seguido de retração na economia. Medidas para impulsionar o crescimento teriam efeito mais adiante, mas cenário externo preocupa. O ministro Paulo Guedes pediu “um pouco de paciência”. Páginas 17 e 18

Câmara deve votar hoje MP que reduz burocracia

Bandeira do governo Bolsonaro, medida provisória da Liberdade Econômica desburocratiza o ambiente de negócios. Página 19

Bolsa argentina despenca após prévias eleitorais

Após oposição kirchnerista vencer primárias presidenciais, a Bolsa argentina caiu 37%. No Brasil, o dólar chegou a passar de R$ 4.0 governo Macri, que herdou país com desajuste fiscal e não evitou a recessão, enfrenta insatisfação da classe média. Bolsonaro disse que pode haver fuga de argentinos para o Sul se “esquerdalha” vencer. Páginas 17,22 e 23

Dodge decide prorrogar por um ano a Lava-Jato

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, editou portaria que estende por um ano a Lava-Jato. É a quinta prorrogação da operação. A pouco mais de um mês do fim do mandato, Dodge tem pouca chance de ser reconduzida ao cargo. Candidatos mais conservadores despontam como favoritos de Bolsonaro. Página 4

Maia rejeita criar imposto semelhante à CPMF

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reiterou que a Casa não aceitará retomar “em hipótese alguma” o imposto sobre operações financeiras. Página 19

Bolsonaro anuncia fim de radar móvel em estradas

Apesar da crítica de especialistas, Bolsonaro suspenderá o uso de pardais móveis em vias federais a partir da próxima semana para acabar com “indústria das multas”. Página 8

Justiça reintegra peritos à comissão que combate a tortura Página 6

Miriam Leitão

Caso argentino é diferente de tudo Página 18

Merval Pereira

Não há coerência na luta ideológica Página 2

José Casado

Presidente concentra poder Página 3

Editorial

A agenda do crescimento é diversificada Página 2

————————————————————————————

O Estado de S. Paulo

Manchete: Medo de populismo na Argentina derruba Bolsas

Mercado considera resultado das prévias ‘quase irreversível’ e teme fim da política econômica do governo Macri

O mercado financeiro da Argentina acordou em pânico ontem, com a vitória com folga da chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas eleições primárias para a presidência daquele país. O dólar disparou e levou o Banco Central argentino a aumentar a taxa de juros para 74%. O índice Merval, o principal da Bolsa de Buenos Aires, caiu 37,9%. A movimentação atingiu o Brasil. Por aqui, o Ibovespa recuou 2% e o dólar subiu, fechando o dia em R$ 3,98. Os investidores receiam que uma vitória kirchnerista signifique o fim da política econômica adotada pelo governo de Mauricio Macri e do acordo firmado com o FMI. Analistas econômicos também temem que o resultado, considerado agora “quase irreversível”, abra as portas para a retomada do populismo e de medidas intervencionistas. O “terremoto” na Argentina não deve afetar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado em julho. Pelo tratado, o Brasil não depende do país vizinho para pôr as regras de livre-comércio em vigor. Economia / pág. B1

‘Novo Roraima’

Bolsonaro disse que não quer romper com a Argentina, mas criticou a possibilidade de vitória da oposição. “Se a esquerdalha voltar ao poder na Argentina, corremos o risco de ter, no Rio Grande do Sul, um novo Estado de Roraima”, disse. pág. A8

Governo agora estuda teto para deduções com saúde

Depois de anunciar que estudava o fim das deduções com saúde e educação no Imposto de Renda, o governo agora analisa a criação de um teto para abatimento dos gastos médicos, disse ontem o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. Ele também voltou a defender a criação de tributo sobre pagamentos para compensar desoneração da folha salarial – hipótese rejeitada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Economia / pág. B3

Líder fala em ajudar Estados antes de votar a Previdência

Antes da votação da reforma da Previdência, o governo pretende aprovar no Senado um pacote de ajuda a Estados e municípios, segundo o líder Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Entre esses projetos estão o que define a divisão dos recursos do mega leilão de petróleo previsto para novembro e a securitização de dívidas. Para Coelho, a reforma será aprovada, em setembro, com pelo menos 56 votos. Economia / pág. B5

Contra pressões, Receita pode virar agência

O Ministério da Economia estuda a transformação da Receita Federal em uma agência independente. O modelo seria semelhante ao das agências reguladoras. O governo vê necessidade de proteger a Receita diante do avanço de iniciativas no Congresso e no Judiciário contra a atuação de auditores. Política / pág. A4

Adiado fim de barragens como a de Brumadinho

Resolução da Agência Nacional de Mineração adia de 2021 para até 2027 o prazo para o fim definitivo de barragens a montante no País, o mesmo tipo que desabou em Brumadinho e Mariana. Brasil tem 61 estruturas desse tipo. Metrópole / pág. A10

FBI procura suposto terrorista no Brasil Internacional / pág. A9

Brics empresta R$ 2 bi para País tratar lixo Política / pág. A6

Pedro Fernando Nery

Gasto anual da União com pensão por morte é de R$ 170 bilhões. Se fosse um ministério, seria o 2° maior da Esplanada. economia / pág. B6

Eliane Cantanhêde

Derrota de Macri e risco de recessão interna são pancadas na crença de que a economia salva o governo Bolsonaro. Política / pág. A6

Notas & Informações

Entre a recessão e o quase nada
O primeiro semestre do governo Bolsonaro foi muito ruim para a economia, com indústria emperrada, consumo travado e péssimo mercado de emprego. pág. A3

Ilhas de prosperidade
Os Tribunais de Contas pairam alheios sobre as dificuldades que afligem os demais órgãos públicos no País. pág. A3

————————————————————————————

Folha de S. Paulo

Manchete: Crise argentina gera tensão e afeta indicadores no Brasil

País vizinho eleva juros a 74% ao ano para conter dólar após triunfo kirchnerista
O cenário de incerteza política e econômica na Argentina derrubou ontem os indicadores locais e teve efeitos no Brasil, onde o dólar subiu 1%, a R$ 3,985, maior patamar desde maio. O Ibovespa recuou 2%, a 101.915 pontos.
A turbulência foi uma reação à ampla vitória kirchnerista nas primárias presidenciais. O banco central argentino aumentou os juros em 10 pontos percentuais, para 74% ao ano, na tentativa de conter a moeda americana.
A surpresa eleitoral no pais vizinho agrava o já conturbado quadro dos mercados financeiros, que refletem o receio com a guerra comercial entre EUA e China, a desaceleração europeia e ainda a crise em Hong Kong.
Candidato à reeleição, Mauricio Macri recorreu ao temor de investidores para comentar sua difícil situação no pleito de outubro. “A alternativa kirchnerista não tem credibilidade no mundo.” Mundo A15 e Mercado A17

RS pode virar RR se ‘esquerdalha’ argentina voltar, diz Bolsonaro

Em visita ao Rio Grande do Sul, Jair Bolsonaro (PSL) disse que o estado pode virar uma Roraima caso a “esquerdalha” volte ao poder na Argentina. Ele se referia à vitória kirchnerista nas primárias e ao suposto risco de crise similar à da Venezuela. Depois, afirmou que não quer romper com o Vizinho. Mundo A15

Análise Sylvia Colombo

Apoiadores de Cristina vão à loucura com resultado A15

Maia declara que Câmara não vai retomar a CPMF

Presidente da Câmara dos Deputados disse que não irá apoiar a recriação de taxa nos moldes da CPMF. Estudos mostram que im-posto sobre transações financeiras perde efeito com o tempo e prejudica O crescimento. Mercado A22

Que se adaptem ao presidente, afirma Major Olímpio

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio defende as declarações polêmicas de Jair Bolsonaro. “É cada um se adaptar ao estilo do chefe”, e não o contrário, diz à Folha. Para o senador, o presidente “sabe quem está chocando”. Poder A10

Justiça suspende dispensa em órgão contra tortura

Decreto de Jair Bolsonaro extinguiu cargos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Justiça do Rio determinou ainda a reintegração de peritos. O governo vai recorrer da decisão. Cotidiano B2

Cocozinho de índio barra licenciamento de obras, diz presidente A20

‘Dê um ano ou dois’, responde Guedes sobre piora em indicadores A21

Editoriais A4

Pêndulo argentino
Sobre vitória oposicionista em primária presidencial.

Negligência no Enem
Acerca de gestão opaca do exame por parte do MEC.

Redação