OS (IN)COMUNS DA BANCADA PARAIBANA

A Paraíba elege 15 representantes para o Congresso Nacional, sendo 12 deputados federais e 3 senadores. Se representam bem ou não os paraibanos em Brasília, aí vai da análise subjetiva de cada eleitor.

O que posso fazer é mostrar o que há de comum e incomum entre eles nas últimas votações ocorridas no parlamento, notadamente a Reforma Trabalhista e a Medida Provisória 795.

Mas…, o que são uma e outra? Bem, suscintamente diria que a Reforma Trabalhista é a flexibilização das leis que regem a relação patrão / empregado, em desfavor deste último. E a MP 795 nada mais é que a isenção tributária de petrolíferas estrangeiras que adquiriram parte do Pré-Sal a preço de banana em fim de feira por 25 anos, o que dá, mais ou menos, R$ 1 trilhão em isenção de impostos.

Agora que você já tem uma ideia do que elas representam, vejamos os comuns:

Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Pedro Cunha Lima (PSDB), Benjamin Maranhão (SD) e Wilson Filho (PTB), como vemos, são comuns nos entendimentos de que tanto a Refroma Trabalhista quanto a MP 795 são boas para o país. Têm entendimentos comuns, portanto.

Outros são: Veneziano Vital do Rego (PMDB) e Luiz Couto (PT). Diferente dos anteriores, são comuns por serem os dois únicos a terem votado tanto contra a Reforma Trabalhista quanto a MP 795.

Os incomuns são: André Amaral (PMDB) que votou sim na Reforma Trabalhista e não na MP 795; Rômulo Gouveia (PSD) que votou sim na Reforma Trabalhista e ausentou-se na votação da MP 795 e Damião Feliciano (PDT) que ausentou-se na votação da Reforma Trabalhista e votou não na MP 795.

Por fim, registro no time dos comuns, ainda, o deputado Wellington Roberto (PR) que ausentou-se tanto na votação da Reforma Trabalhista quanto na da MP 795. Caso sui generis!

E ainda no time dos comuns cito os nossos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB), que votaram uníssonos a favor da Reforma Trabalhista.

Aguardemos para ver como suas excelências pensam em nos representar na votação da Reforma Previdenciária.

Estamos de olho!

Fernando Caldeira