DE OLHO NA BANCADA FEDERAL

Que os srs. deputados não se enganem: o povo tá de olho!

Não apostem suas excelências na tal ‘memória curta do eleitor’, pois os tempos mudaram. Naquela época em que os deputados pintavam e bordavam contra a opinião popular e na eleição o eleitor já havia esquecido o que V.Exas. haviam feito, não tínhamos tantos veículos de comunicação como atualmente. Facebook, twitter, instagram e outros mais, sequer eram sonhados. E aí deputados e senadores deitavam e rolavam.

Rádios, TV´s e redes sociais da internet hoje interagem e informam em tempo real os acontecimentos, não dando possibilidade à desinformação e ao esquecimento.

Pois bem, pesquisa de opinião publicada no jornal O Globo (30/04/2017) aponta que apenas 9% aprova o governo Temer, e que 85% desejam diretas já. Pergunta-se: esse sentimento popular é também expresso na sua representação parlamentar? Responde-se: ainda não!

A balizarmos a questão pelo posicionamento dos deputados federais paraibanos, ainda não! Senão vejamos: dados publicados em 20/07/2017 no site 342 (https://342agora.org.br/estados/pb/), apontam uma bancada ainda majoritariamente indecisa ou contrária à abertura de processo contra o Presidente da República pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como solicitado pelo Procurador Geral da República, por corrupção passiva.

Pois é, os mesmos deputados que se acharam no direito de julgar e condenar a Presidenta Dilma, eleita diretamente pelo povo, agora não querem permitir que um Presidente denunciado por corrupção seja julgado pela mais alta corte de justiça do país! São eles: André Amaral e Hugo Motta, ambos do PMDB, Efraim Filho (DEM) e Aguinaldo Ribeiro (PP) que se postam contrários à abertura do processo, enquanto Benjamin Maranhão (SD), Wellington Roberto (PR), Rômulo Gouveia (PSD), Damião Feliciano (PDT) e Wilson Filho (PTB) se dizem indecisos. Até agora apenas Pedro Cunha Lima (PSDB), Veneziano Vital do Rego (PDMB) e Luiz Couto (PT) já assumiram posição favorável ao prosseguimento do processo no STF.

Ora, como negar à suprema corte o direito de julgar o Presidente da República quando este, de acordo com a Procuradoria Geral da República, cometeu crime de corrupção passiva e ainda por cima tendo baixíssimo índice de aceitação popular?

Ao votarem contra o processo e a favor de Temer, portanto, os deputados estarão votando contra a maioria esmagadora dos eleitores e praticando um ato, ainda que legal, mas de obstrução da justiça!

A Paraíba agora vai saber, enfim, quem verdadeiramente a representa na Câmara Federal!

Fernando Caldeira