Saúde Financeira da Paraíba

Em meio à crise fiscal enfrentada pelos estados brasileiros, o governo da Paraíba cortou cerca de 30% dos investimentos entre os anos de 2015 e 2016, segundo a Secretaria de Estado de Planejamento e Finanças. O órgão explica que a redução foi necessária para manter em dia o pagamento de fornecedores e empreiteiros durante o período.

De acordo com a assessoria de comunicação da secretaria, os cortes não foram em nenhuma nenhuma área específica, mas sim uma priorização, dentro de cada área, dos projetos considerados mais importantes, ao mesmo tempo em que houve uma desaceleração no ritmo dos demais projetos.
Os dados apresentados pela secretaria  apontam que não houve obras paradas ou atrasadas neste período, e que mesmo durante a crise, o governo conseguiu pagar os funcionários dentro do mês trabalhado.
As medidas deram resultado e as contas públicas do estado melhoraram no primeiro semestre deste ano. O superávit primário, diferença entre receitas e despesas da Paraíba, alcançou R$ 302 milhões nos seis primeiros meses do ano, alta de 28,79% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo os dados do Siconfi/Tesouro Nacional.
Mesmo assim, a Paraíba foi uma das signatárias de uma carta enviada no fim de setembro ao governo federal na qual os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste relataram “colapso” financeiro e pediram ajuda à União. A Secretaria de Planejamento e Finanças da Paraíba afirmou que vai acompanhar o posicionamento dos demais estados em relação a este assunto, mas que a Paraíba não chegou a decretar calamidade pela situação econômica.

Fernando Caldeira