Aos 94 anos, morre em Picuí-Pb o poeta Antônio Henriques

Antônio HenriquesFaleceu no início da noite deste sábado (09), na cidade de Picuí, Seridó paraibano, vítima de problemas de saúde, o poeta picuiense Antônio Henriques, 94 anos. O mesmo era casado e tio do deputado estadual Buba Germano (PSB).

O velório aconteceu no Ginásio Municipal Felipe Tiago Gomes. O sepultamento ocorreu na tarde deste domingo (10), no Cemitério Monte Santo em Picuí.

Ao tomar conhecimento da sua morte, o deputado Buba Germano (PSB) usou as redes sociais para externar os seus sentimentos à toda a família. O parlamentar, que se encontra na região, participou do sepultamento do seu tio/poeta.

“Eu perdi um tio querido, daqueles que contribuíram significativamente na minha formação moral e artística. Sua sensibilidade de poeta e sua humildade de homem singelo e sábio ficarão gravadas em minha memória ao longo de minha vida”. Disse Buba.

O poeta deixa as letras, a rima, os versos. Deixa um legado de amor a terra. Deixa uma família valiosa. Casado com a doce dona Severina, seu Antônio Henriques construiu uma família com 8 filhos, 16 netos e 11 bisnetos.

Seu oficio literário começou na boleia de um caminhão, tomando na ponta do lápis as lições do gramático Alpheu Tersariol. Poeta e folclorista autodidata, Antonio Henriques Neto publicou 3 livros: Voz de um Homem Rude, Poesias Dispersas e Poesia, Folclore e Nordeste. Amante do sertão, do Celeiro dos Minerais, da conversa despretensiosa e de uma sabedoria extraordinária. Nossos sentimentos a todos e todas da família do poeta de Picuí.

Luto Oficial

Em virtude do falecimento do poeta Antonio Henriques Neto, uma das maiores expressões culturais Picuiense e pelos relevantes serviços prestados na divulgação da cultura local, o prefeito constitucional de Picuí Olivânio Dantas Remígio decretou luto oficial por três dias no município.

II

Portanto és tu Picuí,

O berço que Deus mim deu,

Primeira luz que recebi

Quando o mundo mim acolheu.

Aonde for te levarei

E jamais mim negarei

Enaltecer teu sertão,

E que deus não mim proíba

De morrer na Paraíba

E sepultar-me no teu chão.

(Antônio Henriques Neto)

Redação com Flavio Fernandes