Em Picuí-PB, crescente população de pombos urbanos se tornam ameaça para população

Conhecido como “rato de asas” para a população, os pombos urbanos se tornaram uma ameaça por serem transmissores de doenças graves. Assim, sua presença se tornou visível nas cidades, mais do que outros animais. Além do mais, eles alçam voos, na maioria em bandos, causando certo sentimento de desconforto e impotência nas pessoas diante da ameaça de cunho epidemiológico.

É comum encontrar uma grande quantidade de pombos em locais de carregamento e descarregamento de grãos, lixões, praças com barracas de alimento e com transeuntes provedores de alimentos nos centro urbanos.

Diante dessa ameaça a saúde pública, várias cidades brasileiras estão proibindo através de Lei, alimentar os pombos.

Em Picuí, Seridó paraibano, está a cada dia crescendo a quantidade de pombos, inclusive sendo alimentados por algumas pessoas que desconhece o mal que esta causando a saúde da população.

Por reiteradas vezes o Pe. Lúcio, pároco da Paróquia de São Sebastião em Picuí, vem alertando para o grave problema junto ao grupo de ECC nas redes sociais.

Os pombos vêm causando doenças que não tem cura e matando muitas pessoas, por isso não deve ser alimentados pela população.

Segundo o biólogo e vice-presidente executivo da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag), Sérgio Bocalini, a medida pode ter um impacto na superpopulação dessas aves. “Isso vai levar um processo de desnutrição dessas aves e vários deles vão acabar morrendo nos seus ninhos e abrigos por falta de alimento, trazendo um decréscimo populacional”, afirma.

Precisamos também de um trabalho de educação ambiental conscientizando as pessoas para que não venham alimentar essas aves.

Diante dos fatos, se faz necessário os legisladores mirins, apresentar Projeto de Lei junto a Câmara Municipal de Picuí, proibindo a população de alimentar os pombos urbanos na cidade e penalizar com multa os que insistirem, justificando que a medida se faz necessária para evitar que doenças transmitidas pelas aves se espalhem.

A Lei em tela deve proibir a venda de ração para pombos e o fornecimento de abrigo. O motivo da norma é sanitário, pois os pombos urbanos podem ser a causa direta de transmissão de doenças infecciosas ao homem, garantindo a sobrevivência e multiplicação de numerosas espécies de parasitas, e podem transmitir agentes patogênicos em ambientes rurais, residenciais e industriais.

A ação deve ser mais uma preocupação para a secretaria municipal de saúde de Picuí, que deve merecer toda atenção necessária e urgente que o caso requer.

São normalmente doenças com afinidade pelo sistema respiratório e que no desenvolver elas podem atingir o sistema nervoso central e, em casos extremos, provocar a morte de pessoas. As transmissões dessas doenças estão vinculadas principalmente à presença de fezes. Além da grande circulação de pessoas e presença de comida no chão, outra característica explica a população crescente de pombos no centro e bairros da cidade de Picuí.

Portal do Curimataú